Publicado por: Breno B | 27 Outubro, 2009

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Vou começar esse post pelo começo. Parece redundante mas quando se trata de levar trigêmeos, a viagem começa bem antes do que você imagina…

Muita gente que passa por aqui e já viajou com um bebê de 6 meses sabe a quantidade de badulaques, penduricalhos e afins que uma criança demanda. Agora imaginem tudo isso multiplicado por 3! Quem não tem idéia do que é isso, eu explico: para uma semana, são necessárias 200 fraldas, 50 potinhos de papinha orgânica congelada (amassadas com garfo!), um rolo bem grande de algodão, 3 carrinhos de bebê, uns 20kg de roupinhas, um circo completo de brinquedos etc.

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A solução que nós encontramos foi despachar uma caixa (bem grande) pela transportadora dias antes da viagem. Deu tão certo que a partir de agora será protocolo despachar o máximo possível de coisas antes de viajar. Tudo despachado, lá fomos nós para o Tivoli Ecoresort Praia do Forte.

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Estive aqui no Ecoresort Praia do Forte há 7 anos atrás, quando ainda não fazia parte da rede Tivoli. Além da estrutura, muita coisa mudou. O agito dos monitores se foi e o resort agora está muito mais “família”. A única coisa que sobreviveu foi a tal Dança da Tartaruga que deve embalar a hidroginástica há uns 12 anos ininterruptos!

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O dia aqui começa por um belo café da manhã, com o equilibrio ideal entre qualidade e quantidade, coisa cada vez mais rara nos resortões brasileiros. Espere ter a companhia de macaquinhos famintos (roubaram meu pão!) e passarinhos atrevidos. Relaxe e saiba que é você quem está invadindo o espaço deles.

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Depois do café da manhã, existem algumas opções de difícil escolha para os hóspedes: fazer a digestão numa piscina ou fazer a digestão perto da praia. Não contente com essas duas opções, o hotel ainda propõe relaxar num lindo Spa.

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Basicamente funciona assim: a partir de R$60 você tem o direito de passar o dia por lá. O preço cai de acordo com o número de pessoas que vai com você (idade mínima de 16 anos), podendo chegar a R$30. Lá você encontra uma piscina aquecida exclusiva, jacuzzi com hidromassagem, saunas secas e úmidas, tanque de água quente e gelada, uma piscina de pedrinhas para massagear os pés e outros mimos interessantes. Pelo preço, vale a pena ficar por ali ao menos um dia inteiro. Na dúvida, peça uma visita guiada antes de embarcar.

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Para quem tem menos de 16 anos e para os pais que querem tirar uma folga, existe o Careta Careta, clubinho para as crianças onde os pais ou as babás contam com uma infra estrutura de primeira: piscinas, parquinhos, restaurante e monitores treinados para lidar com a molecada. Mais ou menos como um Spa infantil. Se você tem filhos, vai adorar o lugar tanto quanto eles.

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Voltando para a piscina, os monitores se encarregam daquela hidroginástica básica. Ideal para diminuir a culpa da gula desenfreada no café da manhã ou a hora ideal pra você tomar a primeira cerveja gelada do dia. Fora isso, não espere muita coisa. Do alongamento ao volei de praia, tudo parece fora de compasso com a tranquilidade dos hóspedes. O destaque fica para o visual deslumbrante da piscina que fica quase em cima da areia. Mas nada de agito…

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De tarde o barato é pegar um tuk-tuk a R$10 por viagem e ir até a vila. Dá pra ir a pé também, mas é muuuuuuito menos divertido. Muita coisa mudou desde que eu estive lá e agora está bem mais arrumadinha. Passeie despretensiosamente, tomando um sorvete de tapioca antes de voltar sacolejando pro hotel.

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O jantar segue a mesma linha do café da manhã. Boa comida e boa variedade. Logo depois rola sempre um show ou um teatro que eu mal pude acompanhar por conta do cansaço. Cuidar de trigêmeos é uma delícia, mas cansa bastante…

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Agora vem a parte ruim: você pode pegar um quarto que fica beeeeem longe da recepção. Para isso existem carrinhos elétricos que transportam os hóspedes. O problema é que eles não circulam a toda hora (como em Comandatuba) e você tem que ligar na recepção para requisitar um. De noite, esqueça… a má vontade deles é maior do que a sua preguiça de andar até seu quarto. Vá a pé para queimar as calorias do jantar.

Outro ponto negativo que eu não posso deixar passar é a falta de manutenção da piscina (aquela que a pontinha passa por cima a caminho do restaurante). Faltam azulejos na borda e no fundo. Eu acabei machucando o pé e um dos hóspedes levou 3 pontos por causa de um corte. Inadmissível para um resort desse padrão!

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Mas nada disso tira o brilho do hotel. Se antes o agito fazia a diferença por aqui, agora ele não faz falta nenhuma diante do clima mais glamouroso. Recomendo a todos os pais que queiram levar seus filhos e às pessoas que preferem um resort com um padrão mais elevado e menos agitado. Volto com certeza!

Vem comigo?

Publicado por: Breno B | 26 Agosto, 2009

31 anos = Buenos Aires + (Faena Hotel)²

Cá estou eu de volta. Depois de um tempo longe do blog, finalmente consegui desligar o modo pai e reativar o modo viajante para comemorar meus 31 anos com classe. E lá fomos nós pra Buenos Aires, em meio à uma paranóia mundial brasileira de gripe suína, acabar com meu inferno astral.

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Um pequeno aviso aos viajantes antes de prosseguir: esse post é focado na minha curta experiência no Faena Hotel+Universe. Caso esteja procurando por um guia decente da cidade, pegue carona com meus amigos Destemperados ou com o “mais que temperado” Ricardo Freire. Vamos em frente…

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Já tínhamos adentrado o “mundo encantado de Philippe Starck” depois de uma noite no Rojo Tango na visita anterior. Dessa vez queríamos muito mais! Porém quando a diária de um hotel beira a insanidade e você é pai de trigêmeos… sabe como é né? Um pouquinho a mais já é suficiente…

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E a coisa começou a ficar boa já no check-in do hotel quando ganhamos um upgrade. Nem me dei o trabalho de saber se o motivo foi meu aniversário ou a ausência de hóspedes por causa da gripe. Até porque logo que abrimos a porta do quarto, o motivo pouco importou.

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São nada menos do que 85m² de puro luxo, glamour, poder e glória. Não consigo me lembrar de nenhum ponto negativo a destacar. Ah… lembrei: se você quiser dar aquela tuítada rápida pra fazer inveja para os amigos, vai gastar tão somente US$58… por dia!!! Como meu tempo ($) era curto, troquei o twitter pelo tango. Fora esse fato inexplicável para um hotel desse porte, a experiência é maravilhosa.

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Reservamos previamente um jantar no El Bistro, restaurante do próprio hotel decorado com curiosos unicórnios brancos de olhos vermelhos e mesas brancas, cadeiras, paredes, cortinas, sofás… brancos. Ao todo são 8 pratos, da entrada à sobremesa. Começa com azeitonas líquidas e espumas de batata. Passa por um haddock defumado com risoto, um capeletti de cordeiro, um recheio chiquetoso de empanada (sem a massa), e outras coisas mais que a tal Angélica Zapata me fez esquecer. Tudo ótimo…

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No sábado de manhã, já mais velho, partimos para um mega-turbo-desayuno no aconchegante El Mercado com direito a huevos revoltos e muffins de chocolate com recheio de doce-de-leite. Percebam a modéstia do café da manhã pelo tamanho da caneca de café com leite da Carol.

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Pra gastar as calorias fomos rolando andando sem rumo pelo Porto Madero, aproveitando a manhã de sol com aquele ventinho gelado típico por aqui. Curiosamente, até aquele momento, não ouvimos nenhum comentário sobre a gripe. Pegamos um táxi para conferir se os argentinos deixaram de lado as aglomerações nos bares e lojas de Palermo por conta disso. Ledo engano… lojas cheias por conta das liquidações de inverno e bares lotados.

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Minha sorte foi ter anotado num bloquinho (já que o acessar o bloguinho me custaria US$58) as dicas de Palermo dos Destemperados. Acabei indo parar no Cluny pra comer um salmãozinho light com purê de batatas e mariscos. Tudo no ponto certo, servido num ambiente agradável e com porções generosas. Recomendado!

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Mas meu aniversário não poderia estar completo sem assistir (de novo) o Rojo Tango. Da primeira vez, ficamos numa mesinha lá na geral, perto da porta de saída. Dessa vez, ficamos na cara do gol. Saiba que antes de começar o show, rola um belo jantar com vinho e espumante à vontade. Tudo isso por US$200, o que eu acho razoável pelo pacote todo.

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Na minha vaga percepção sobre shows de tango, acredito que o Rojo Tango consegue unir o melhor de dois mundos: um belo jantar e uma produção artística como os grandes shows de tango com um ambiente intimista das casas menores e mais antigas. Resumindo, é tipo um Señor Tango (sem cavalos e pirotecnia) com Bar Sur (sem ter que se apertar pra comer pizza fria). Imperdível.

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Ainda deu tempo para um último Jack Daniel’s no bar, chamado pomposamente de The Library Lounge, antes de desmaiar de vez na cama com a certeza de que foi o melhor 31⁰ aniversário da minha vida.

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- “E a gripe?”
- “Gripe? Que gripe?”

Vem comigo… ;)

Publicado por: Breno B | 25 Maio, 2009

Aqui tem um bando de loucos!

Pessoal,

Essa é a primeira foto oficial dos três em casa. Confesso que é mais fácil entrar na Lituânia sem seguro médico internacional do que tirar uma foto com os três juntos.

Na zaga: Caio na lateral esquerda, Júlia de central e Igor na lateral direita…

bando de loucos...

Do jeito que a coisa vai, já estamos pensando em uma viagem com os pimpolhos no segundo semestre desse ano. Nada muito longe. Um lugar que tenha um sol na rachar e umas cervejas geladas é tudo o que eu peço.

Agradeço ao Pedrão, meu amigo e irmão desde os tempos da faculdade, pelos mantos sagrados.

E pode ter certeza que aqui tem um bando de loucos!

Publicado por: Breno B | 2 Abril, 2009

Meu mundo de cabeça pra baixo!

Viajantes,

Peço desculpas pela minha ausência aqui no blog. Acredito que seja por 3 (pequenos) bons motivos. Nossos trigêmeos apressadinhos resolveram conhecer o mundo antes da hora.

Cá estou eu num flat, dedicando integralmente meu tempo aos pimpolhos que estão tirando nota 10 lá no hospital. Como nasceram pequenininhos, vão ficar por lá para que ganhem peso.

Resta aos pais babões aqui visitá-los diariamente e respeitar o desenvolvimento de cada um.

Abraços a todos!

(na sequência: Caio, Júlia e Igor)

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Publicado por: Breno B | 19 Janeiro, 2009

Poucas viagens, muitas novidades!

A nós viajantes…

Ao contrário do que parece, informamos que esse blog não foi abandonado a sua própria sorte. Na verdade, desde que voltamos da Europa em agosto de 2008, não pudemos continuar viajando por um motivo (agora na verdade 3 motivos) pelo o qual nós vínhamos batalhando há algum tempo: filhos!

Por alguns anos, nosso planejamento familiar ficou em segundo plano por conta das viagens que fizemos. Mas após 4 maravilhosas viagens à Europa, decidimos que deveríamos rever nossas prioridades, dar uma pausa nas viagens e finalmente ter filhos.

Esperamos tanto por isso que vieram vários de uma só vez! Sabíamos das possibilidades e também desejávamos uma gravidez múltipla, o que acabou se confirmando. Portanto, esse ano, teremos 3 novos viajantes: Igor, Júlia e Caio.

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Por esses 3 bons motivos, não poderemos planejar antecipadamente as viagens como fazíamos nos anos anteriores. E, por conta da correria, ainda não postei sobre Sevilha e Madri, o que deve acontecer em breve.

Por fim gostaria de dizer que devo esse blog à minha revisora, conselheira, companheira, paciente, maravilhosa, chorona, brava, amorosa, risonha, guerreira e futura mãe dos nossos 3 filhos… esse blog também é seu Carol.

Um grande abraço a todos e boas viagens!

Breno & Carol + Igor + Júlia + Caio

Publicado por: Breno B | 8 Setembro, 2008

Dublin

Mesmo no verão, o tímido sol pouco aparece aqui em Dublin, capital da Irlanda. Mas isso pouco importa. A diversão é garantida pelas ruas e dentro dos inúmeros pubs. É o que se espera de uma cidade que se orgulha da sua cerveja escura e do seu whisky suave. Quem sou eu pra ficar de fora?

Pra entrar no clima, me hospedei no coração do famoso bairro Temple Bar, bairro que mescla turistas e artistas por suas movimentadas ruas. É lá também que se concentram os pubs sempre cheios de vida e música, regados a muito chopp Guinness que literalmente não páram de sair das chopeiras.

Todo esse amor pela “coisa preta” – apelido carinhoso dado ao chopp Guinness – pode ser compreendido melhor no museu dedicado a ela, instalado numa antiga fábrica na cidade. Lá é possível conhecer todo o processo de fabricação e distribuição da cerveja pelo mundo, desde sua inauguração. É bem interessante, cheio de história e apresentado de um modo interativo. O melhor da visita fica guardado para o final lá em cima no Sky Bar, onde dá pra ver Dublin de todos os ângulos com um belo pint de Guinness gelada na mão. Esses irlandeses sabem das coisas…

Não menos importante no coração dos dublinenses, está o famoso whisky Jameson. Assim como a Guinness, ele também tem seu próprio museu. As visitas são sempre guiadas, o que não faz muito meu tipo. Mas não deixa de ser interessante e curioso conhecer como é feita a bebida que se gaba por ser triplamente destilada. O que isso quer dizer? Basicamente que o whisky é mais suave e leve, fazendo com que você beba mais e fique mais embriagado do que o normal. Tô dizendo que esses irlandeses sabem das coisas…

Mas se sua praia não é visitar todos os pubs da rua (de ambos os lados, claro!) Dublin ainda conta com museus, igrejas, escritores famosos, movimentadas ruas de compras e um belo rio para cambalear… digo, passear em suas margens.

Para saber mais sobre a cultura local não alcoólica, visite a St. Patrick’s Cathedral, igreja contruída ao estilo normando e símbolo da religiosidade irlandesa. Foi ali no belo jardim que São Patrício batizou os primeiros cristãos.

Um pouco mais de história pode ser encontrada na Trinity University que guarda os famosos Books of Kells – manuscritos religiosos ilustrados por monges na tradição gráfica celta. Não entrei porque a fila estava enoooooorme… mas os pubs estavam sem fila nenhuma!

Pouco vimos o sol brilhar em Dublin. Afinal ele é só um astro que aqui foi rebaixado a coadjuvante… daqueles que pouco fazem falta à diversão.

Publicado por: Breno B | 5 Agosto, 2008

Auschwitz & Birkenau

Na pacata cidade de Oswiecim, distante 70km de Cracóvia, está a prova do que eu considero como o inferno na terra: Auschwitz e Birkenau (ou Auschwitz II). Aproximadamente 2 milhões (!!!) de pessoas morreram de forma desumana nos dois campos de concentração. Desses mortos, 90% eram judeus.

Na chegada, o clima pesado do local dá o tom da visita aos antigos barracões em Auschwitz, que agora abrigam museus organizados por diferentes países que tiveram seus cidadãos deportados e suas culturas sistematicamente destruídas.

No portão de entrada, a mentirosa frase Arbeit Macht Frei (O Trabalho Liberta) só faz aumentar a indignação dos visitantes com a crueldade nazista. O trabalho pesado durava em média 16h por dia. Muitos não resistiam à fome e ao frio e morriam no local. A cerca eletrificada em volta do campo dá medo até hoje.

Na sala 5 do bloco 4 está a sala que pra mim é a mais chocante de Auschwitz e traduz o absurdo do que foi o holocausto. Dentro da sala está uma enorme montanha de tranças de cabelo das mulheres mortas nas câmaras de gás. Depois de ensacados, os cabelos eram vendidos como matéria prima para fabricação de tecidos (!!!) ou serviam de enchimento para travesseiros e colchões dos presos. Inacreditável.

Se Auschwitz choca pelos seus museus, Birkenau choca pelo tamanho. Eram 300 barracas (na verdade estábulos) que podiam abrigar até 400 pessoas cada (!!!) em condições extremamente precárias. 

Do emblemático pórtico de entrada, o trilho segue até o monumento às vitimas. Ao lado do monumento fica o que sobrou das câmaras de gás, implodidas pelos alemães em fuga como tentativa de apagar as provas do que aconteceu ali. Em vão…

Os dois campos de concentração, que ainda hoje cheiram à morte, estão de pé na esperança de que a humanidade possa aprender com seus próprios erros. Pois saiba que nada nesse mundo justificaria o que ocorreu ali.

A visita não é prazerosa. Mas é repleta de história e mostra o caminho errado que nós não devemos nunca mais seguir.

Publicado por: Breno B | 27 Julho, 2008

Cracóvia

Terceira maior cidade da Polônia, a cidade de Cracóvia é parada obrigatória para conhecer o paraíso ou do inferno. Explico: a poucos quilômetros daqui fica Wadowice, cidade onde nasceu e se ordenou Karol Wojtyla, mais conhecido como Papa João Paulo II. A poucos quilômetros ao sul dali, a cidade de Oswiecim, mais conhecida como Auschwitz, o inferno onde Hitler condenou 2 milhões de pessoas à morte.

Mas a magia de Cracóvia não se resume a sua localização. A beleza da cidade e sua história é mais do que suficiente para uma visita por suas ruas repletas de acontecimentos. Comece a visita passando pelo único portão ainda de pé da muralha que protegia a cidade – chamado de Brama Florinanska e por onde os nobres adentravam a cidade – e desça até a praça central (Rynek Glowny) pela disputada rua Frorianska.

A grande praça central de Cracóvia serviu para os mais variados propósitos: de revoltas populares e execuções públicas a pronunciamento de reis e visitas do Papa.

E lá vai um pouco mais de história: reza a lenda que ali, na Bazylika Mariacka (Basílica de Santa Maria) o encarregado de plantão subiu até o alto da torre mais alta (repare que elas são desiguais!) e começou a tocar seu trompete ao perceber que invasores tártaros se aproximavam da cidade. Foi morto com uma flechada mas seu ato heróico é lembrado até hoje, de hora em hora, com um maravilhoso toque de trompete que ecoa da torre mais alta. Emocionante! Visite o interior da Basílica para ver o impressionante altar que levou 12 anos para ser feito.

Ao sul da praça, descendo pela Grodska e subindo a ladeira, fica o complexo Wawel, trono dos reis da Polônia. É possível visitar a catedral e suas tumbas, o palácio com seus tesouros e a caverna de um suposto dragão. Sinceramente, a vista do rio ao entardecer é mais valiosa.

Perto dali, o bairro judeu de Kazimierz e suas sinagogas contam a história de um povo que quase não existe mais por ali. Em tempos passados, o bairro foi reduto de uma próspera comunidade judaica que foi forçada a atravessar o rio e confinada no bairro de Podgórze. Um pedaço do muro – perceba sua forma de caixões na vertical – construído para isolar a comunidade ainda pode ser encontrada como homenagem aos que por ali viveram. Triste.

Mas como história não enche barriga, pare num dos muitos restaurantes espalhados pela cidade e prove um típico pierogi (um tipo de ravioli) recheado a seu gosto. Ou encare um curioso milk-bar polonês onde você escolhe, pede e busca a comida direto no balcão. Não deixe de provar os sucos caseiros.

Se tiver um tempo sobrando ou quiser encarar um programa duvidoso, vá até as minas de sal em Wieliczka e faça um tour guiado que dura umas 2 horas. É interessante no começo mas vai perdendo a graça ao longo das repetidas salas e esculturas de sal.

Essa é Cracóvia. Cheia de histórias, intrigas, turistas e contradições. Mas acima de tudo, adorável.

Publicado por: Breno B | 22 Julho, 2008

Bratislava

Bratislava, capital da Eslováquia, está a menos de 100km de Viena. Mas não se engane. Apesar da pouca distância que as separa, a diferença entre elas é enorme!

Enquanto Viena cresceu e prosperou economicamente, por aqui as coisas andaram um pouco mais devagar. Nada disso tirou o aconchego da capital eslovaca que considero um destino fácil para quem procura aquele ar “nostálgico-soviético“ sem ter que sair do roteiro.

O centro histórico de Bratislava é pequeno e dá para ser explorado a pé. Pouco da muralha que cercava o centro está preservada e apenas um – o de São Michael – dos quatro portões que protegiam a cidade está de pé. Hoje em dia funciona como museu de armas antigas e lá de cima dá pra ter uma boa visão do centro antigo e do castelo ao fundo. É também no centro histórico que se concentram a maioria das igrejas, os prédios históricos e museus da cidade.

Próximo ao Danúbio e no alto do morro fica o Castelo de Bratislava (Bratislavsky Hrad) com suas quatro torres consideradas símbolos da cidade. Vale a vista da cidade e da modernosa Novy Most – Nova Ponte – sobre o Danúbio. Na outra margem, ao sul da cidade, dá pra ver os conjuntos de prédios soviéticos perfeitamente iguais e alinhados como uma cidadezinha de brinquedo.

Para viajar pela culinária eslovaca, vá ao Prasná Basta, ao lado do Portão de São Michael. O restaurante tem uma ótima localização, boa comida, cerveja gelada e cobra pouco por tudo isso. À noite, existem vários barzinhos espalhados pelo centro e algumas danceterias. Tente o Circus Barok, um barco ancorado na margem do rio com a pista de dança subaquática. Desaconselhável aos claustrofóbicos.

Venha logo, antes que esse ar provinciano da capital eslovaca seja “comprado” pelo investimento ocidental.

Publicado por: Breno B | 19 Julho, 2008

Viena

Depois de 6 horas de trem e debaixo de uma chuva braba, chegamos a Viena, capital da Áustria. Apesar de grande, Viena tem um eficiente transporte público e grande parte das principais construções estão distribuídas por avenidas que circundam o centro. Toda essa ostentação da monarquia austríaca pode ser conhecida através de um trajeto lógico partindo da Votivkirche (catedral) construída ao estilo romântico, passando pela Universidade de Viena ao estilo neo-renascentista, pela gótica Prefeitura (Rathaus) e acabando no Parlamento ao estilo neoclássico. Com um pouco mais de disposição, dá pra esticar a viagem arquitetônica até o Palácio Hofburg e aos prédios gêmeos do Museu de História da Arte e Museu da História da Ciência.

Na mesma tarde e ainda sem muita ajuda do tempo, resolvemos acabar com nosso jejum de museus. Visitamos o Sigmund Frued Museum, instalado na casa onde Freud viveu e trabalhou até o começo do nazismo. O museu recria ou preserva os ambientes como deveriam estar na época em que ele viveu por aqui. Aos fãs do cara, vale uma visita.

No dia seguinte a chuva deu uma trégua suficiente para chegar à Stephansdom, catedral de São Estevão no centro de Viena. Construída ao estilo gótico, seu tamanho e suas torres impressionam. De cima de uma de suas torres é possível ter uma bela visão da cidade. Além de subir, dá pra descer até as catacumbas através de visitas guiadas.

A algumas estações dali, saímos no Schloss Belvedere que abriga interessantes obras de Manet, Monet, Rodin… Mas o destaque mesmo fica com famoso e dourado quadro “O Beijo” de Gustav Klimt. Saiba que foi aqui no castelo que os aliados assinaram um acordo devolvendo a independência à Áustria. É visita obrigatória seja pelo “O Beijo” ou pelo sentido histórico.

De castelo em castelo, fomos o Schloss Schonbrunn que pretensiosamente se compara ao Chateau du Versailles. Ainda que seja imponente tanto no tamanho quanto no jardim, não é tão luxuoso quanto seu concorrente francês. Mas a modesta casa de verão da família imperial é repleta de histórias e ainda conserva em grande parte a decoração da época. Foi aqui, em uma de suas centenas salas, que o pequeno Mozart tocou para realeza aos 6 anos de idade.

E para saber mais sobre Mozart, vá até a casa dele. A antiga residência agora abriga um interessante museu sobre o próprio. A entrada dá direito a um audioguide – uma mistura de radinho de pilha com celular – que explica, sala por sala, o que acontecia por ali em épocas passadas. Espere encontrar partituras e documentos originais de Mozart, além do seu testamento. Interessante!

Com fome mas ainda embalados por Mozart, jantamos no Mozartstuberl, um restaurantinho ao lado do albergue que vale uma visita. É antigo, é feio, é pequeno e dá medo… mas a comida e os preços módicos valem o susto. Para quem gosta de menos emoção, vá até uma taberna (chamadas por aqui de Heuriger) em Grinzing. O local é recheado de bons pratos e vinhos e ainda conserva o clima de cidadezinha pequena. Chegue antes dos ônibus de turistas.

No dia da partida, ainda deu tempo para uma visita guiada à Opera Nacional (Staatsoper). O salão, que já impressiona pelo tamanho e pela suntuosidade, guarda nos bastidores uma gigantesca estrutura de elevadores para troca de cenários. Destaque para a sala de espera do imperador que, pela bagatela de 500 euros, pode ser acessada por 20 minutos durante os intervalos das óperas. Um luxo dispensável ao meu ver…

E lá fomos nós… Assim como chegamos, deixamos Viena debaixo de chuva. Próxima parada: Bratislava! Vem comigo…

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