Publicado por: Breno B | 22 Julho, 2007

Bergen

Treze horas depois de sair de Oslo, chegamos em Bergen. Uma jóia guardada por sete montanhas, sete fiordes e pelo mar. Por aqui chove em média 300 dias por ano! Acho que os cidadãos de Bergen deveriam decretar feriado todos os dias em que o sol desse as caras. Nossa esperança – leia desespero – por um pouco de sol, acabou quando tomamos uma baita chuva de noite voltando para o albergue. De manhã, a mesma coisa.

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A principal atração da cidade é ela mesma: andar pelas ruazinhas em meio a uma paisagem linda das montanhas que a cercam. Na margem direita do porto, está o Bryggen, um conjunto de casinhas medievais tortas e com escadinhas que balançam a cada pisada. O Bryggen formava o antigo centro de comércio da cidade, onde os barcos atracavam e foi nomeado patrimônio histórico pela Unesco. Está passando hoje por um projeto piloto de recuperação das fundações de madeira.

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Para saber mais sobre essas curiosas casinhas, fomos no Bryggen Museum. O museu mostra a importância da cidade em tempos passados através de escavações feitas ali dentro mesmo e reconstituições de como eram as casas medievais baseadas em objetos encontrados. Foram vários incendios e reconstruções das casinhas de madeira.

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Mais a frente, fica o castelo e a torre Rosenkrantz, destruídos em 1944 após a explosão de um navio carregado com 126 toneladas de… explosivo! Segundo alguns relatos, grande parte da cidade sofreu danos consideráveis. Mas torre só pode ser conhecida através de visitas guiadas. Fiquei de fora mesmo, admirando a beleza da cidade até bater a fome, quando voltei para dar sapear no FishMarket.

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Esse mercado de peixes acontece das 7 da manhã até as 7 da noite. São vendidos diversos tipos de peixes e frutos do mar que podem ser comidos ali mesmo ou levados para casa. Encarei até carne de baleia mas acabei comendo mesmo um belo naco de salmão defumado com mostarda preta. E pra não virar lenda, pedi um bacalhau norueguês. Comer um bacalhau por aqui é mais ou menos como comer um acarajé no Rio Grande do Sul, por exemplo. De acordo com o meu paladar de gourmet de boteco, achei menos salgado e mais macio por estar menos desidratado (acho eu). Delicioso.

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De noite pegamos nosso guarda-chuva chinês e fomos para o Garage. Bem conhecido por aqui, o bar possui um porão para apresentações de bandas que vão do trash metal a country blues. Perdemos o horário do show de blues – 21:00h – enganados pelo sol que nunca se põe. E se em Oslo a madrugada era um entardecer, em Bergen é pior ainda. O sol se põe às 22:30h mas dá pra ler um livro na rua até as 23:00h… tranquilamente.

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Acordamos no outro dia presenteados com um belo dia de sol. Aliás, não um, mas dois dias ensolarados dos raros 65 anuais! Resolvemos pegar um bonde para o topo do Mount Ulriken que fica encoberto em dias nublados. Lá em cima da maior montanha que guarda a cidade – são 642m – a vista é deslumbrante. Mas o vento é de rachar. O jeito foi tirar algumas fotos e descer morro abaixo com o cable car. Se quiser, dá pra descer o morro a pé, o que leva umas 3 horas. Mas vá preparado pois a trilha é íngreme e com lama em alguns pedaços.

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Mais um almoço no FishMarket e mais um salmão defumado. E mais um naco pra janta, com meio quilo de camarão cozido e um vidro de mostarda preta do supermercado. Para acompanhar, uma cerveja norueguesa e uma cidra sueca. Tudo isso só depois de conferir meu último pôr-do-sol em Bergen.

Deveria ser feriado por aqui…


Respostas

  1. La foto aérea es de vértigo. ¡Qué maravilla!

  2. Olá,
    Pra variar só um pouquinho, estive em Julho em Bergen e tomei um chuvão na subida do Floyen. Apesar do vento, a vista é deslumbrante.
    Abr.


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