Deixamos a simpática Tallinn pra trás e navegamos pelo pedacinho de mar que a separa da Finlândia. Uma viagem de uma hora a bordo do barcão da Nordic Jet que faz o trajeto confortavelmente em um terço do tempo dos seus concorrentes. Lá do porto para o albergue – só pra deixar as mochilas – e já saímos para descobrir a cidade.

A primeira parada foi na belíssima Catedral de Uspenski, a maior igreja ortodoxa da Europa ocidental. Finalizada em 1868, é uma marco da influência russa com seus tijolos vermelhos e cúpulas douradas. O interior é decorado com pinturas e altares típicos ortodoxos. A dica é admirá-la tomando uma cerveja ali atrás no canal, de dentro do “barco-bar” que fica ancorado no pier. Peça uma fatia de pão com salmão para acompanhar.

Assim como Bergen na Noruega, Helsinque também tem seu mercado de peixes, chamado Kauppatori. Ali são vendidos de souvenirs a peles de animais. É também uma opção barata – leia menos abusiva – de café da manhã e almoço. Fui de paella num dia, lingüiça de alce no outro e acabei com um bom e velho salmão grelhado mesmo.


Atrás do mercado está a Catedral da cidade ao melhor estilo neoclássico. Não por acaso, é a construção mais fotografada da cidade pois funciona como ponto de encontro dos ônibus em excursão. O exterior imponente é bem mais bonito do que o interior, decorado ao estilo luterano simplório. Mas o belo órgão vale o esforço de subir a imensa escadaria em frente.

Para acabar nossa peregrinação católica, fomos a pé até a Temppeliaukion Kirkko, também conhecida como Igreja de Pedra. A igreja toda foi escavada numa enorme pedra e, se por fora não é lá grande coisa, por dentro possui uma interessante arquitetura moderna que mistura muita madeira, vidro e, claro, pedra. Tudo iluminado pela luz natural que penetra pelo teto de vidro. Vale a peregrinação.

Depois da igreja, uma caminhada às margens do lago Töölönlahti nos levou até o Estádio Olímpico onde foi realizada a Olimpíada de 1952. Esse estádio é considerado um dos mais belos do mundo, exibindo uma arquitetura de linhas agradáveis e funcionais. Apesar de muito bonito, não sei se concordo com o título. Do alto dos 72 metros da torre – graças a Deus com elevador – é possível ver quase toda a cidade.

No outro dia de manhã, pegamos o barco para Suomenlinna, uma ilha transformada numa fortificação pelo rei sueco Gustaf III que acreditava-se ser impenetrável. Isso até o dia em que os russos chegaram, invadiram e anexaram tudo. História à parte, a ilha é uma mistura única de beleza natural com intervenção humana. Os robustos canhões que protegiam a entrada da capital contra invasões ainda estão por lá, em cima das muralhas. Mas hoje o único inimigo é o vento gelado que sopra forte. Vale a visita pela paisagem e pela história, mas não se esqueça do casaco.



De noite fomos tomar uma aula de culinária finlandesa. Fomos ao restaurante Savotta e pudemos experimentar o seu prato mais famoso: carne de rena e lingüiça de alce. Ou vice-versa… afinal, quem liga pros ingredientes quando está tudo delicioso? Acompanha batatas e cerveja finlandesa. A curiosidade fica por conta do cardápio de madeira, que pesa uns 5 kg! Tudo servido num porão decorado com pinturas e objetos típicos. Recomendadíssimo!

Como ninguém é de ferro, fomos às compras acabar com nossos escassos euros que resistiram bravamente na guerra contra o Forex. Helsinque possui uma boa quantidade de galerias multimarcas que vendem de tudo. Os preços não são tão convidativos em comparação ao resto da Europa ocidental. Mas o saldão da Diesel sempre salva a viagem.

E assim nos despedimos de Helsinque, com uma simples palavra finlandesa que resume nossa viagem: Kiitos!
PS: peço desculpas a todos pela demora em postar sobre Helsinque. Logo na volta ao Brasil, tivemos um grande incidente seguido de um grande acidente. Estamos nos recuperado dos eventos e, graças a Deus, nossa vida está gradualmente voltando ao normal.
Olá, Breno. Que bom que voltou! As fotos estão lindas. Desculpe a cobrança feita em comentário anterior, mas o que é bom a gente quer.
Lastimo pelo acidente e desejo melhoras para vocês.
Por: palpiteira em 28 agosto, 2007
às 4:52 pm
Um dia vou conhecer Helsinque, no verão, de preferência.
))
))
Vocês não se interessaram em ir à Nokia Store? Como a sede fica na Finlândia, lá se pode ver os lançamentos, que ainda vão demorar a chegar ao Brasil… mas isso só seria interessante se vcs se interessam nestas coisas. Eu teria ido, mas sou meio maluquinha.
Por: Chris Pessoa em 28 agosto, 2007
às 5:55 pm
Breno,
Siento lo del incidente-accidente. Espero que todo haya quedado en un susto.
Fantásticas fotos, como siempre!!!!
Por: Carmen em 29 agosto, 2007
às 8:46 am
Espero que esteja tudo bem…. A catedral branca é demais. Quero muito ir à Finlândia um dia para conhecer os lagos…
Por: GiraMundo com Jorge Bernardes em 4 setembro, 2007
às 8:25 pm
Bruno, a epopéia escandinava ficou demais…eu ficava só torcendo por posts novos
As fotos estão lindas, o relato está muito bacana e eu só queria agradecer por dividir com todos tanta viagem legal!
Por: Emília em 5 setembro, 2007
às 10:22 am
Conhecer a Finlândia,na minha opinião, é um previlégio para poucos.Oxalá nossa querida
pátria Brasil tivesse alguns atributos que
a Finlândia (SUOMI) tem.
Ivan Sergio Bisol Sao Paulo Capital
Por: Ivan Sao Paulo em 11 setembro, 2007
às 9:23 am
Oi, estarei ino dia 14 de maio para helsinque….. e to com frio na barriga pois não tenho a dimensão do frio que pegarei por lá…. e será que vc sabe me dizer se nesta época poderemos visitar a região do papai noel????
Por: Luciana em 22 abril, 2008
às 12:43 am
Você pode sim visitar Rovaniemi, mais conhecida como a cidade do papai noel. O problema é que a cidade é localizada no círculo ártico onde as temperaturas não são nada agradáveis (média anual de 0 graus).
Se tiver com medo do frio, prefira entre junho e julho onde as temperaturas são mais amenas e rola o famoso sol da meia-noite. Mas em Helsinque já dá pra ter uma idéia do que é esse sol que nunca se põe por completo.
Aproveita e avisa ele que eu estou sendo um bom menino esse ano e quero um presente legal
Por: Breno B em 22 abril, 2008
às 11:58 am
oi Breno estou adorando o seu blog. Sou nova no pedaço. Estou indo a helsingue em julho e gostaria de saber aonde fica o restaurante savotta e onde fica o saldão da diesel.
quanto a copenhagem qual é o melhor lugar para se ficar? Encontrei um hotel a uns 4 Km do centro. Será que vale a pena ficar mais afastada do centro?
Por: lilia em 3 maio, 2008
às 5:30 pm
Lilia,
Vamos por parte…
O restaurante Savotta não tem erro. Fica em frente à Catedral de Helsinque (essa igreja branca da foto acima). Todo mundo conhece.
A Diesel é mais complicado pra te falar. O endereço é Mannerheimintie, 2. Me lembro que fica numa grande avenida que tem vários bares e uns shoppings centers. a Diesel de lá não é saldão, mas tinham várias promoções.
Em Copenhaguem eu também fiquei um pouco afastado. Mas não se preocupe. O transporte público, apesar de um pouco caro, funciona bem e é muito seguro andar de noite mesmo que seu hotel seja afastado do centro.
Vale a pena economizar na hospedagem porque lá tudo é absurdamente caro. Mas não esqueça o ditado: quem converte não se diverte!
Boa viagem!
Por: Breno B em 3 maio, 2008
às 8:12 pm
acabei de postar minha viagem a helsinque,realmente um lugar de tirar o fôlego.
Maravilhosa tua reportagem.Adorei!!!!!!!!!!!!!!!!!1
Por: vera marques em 13 setembro, 2009
às 3:42 pm
as imagens são do melhor
Por: ribeiro em 29 janeiro, 2010
às 8:59 am