Postado por: Breno B | 9 Julho, 2008

Veneza

Chegamos em Veneza com o sol já perto no horizonte, deixando a cidade ainda mais bela e romântica do que já é. Logo de cara dá pra perceber que Veneza é única. A grande “avenida” da cidade é o Canale Grande, um canal em forma de S que serpenteia a cidade. Dele saem vários canais estreitos que avançam Veneza adentro. Por isso, não há carros circulando. Tudo depende das embarcações que por muitas vezes entopem os canais. As construções acompanham o curso dos canais e, por consequência, as ruas viram um verdadeiro labirinto.

Saiba que se perder em Veneza é apenas uma questão de tempo. São milhares de vielas estreitas, passagens apertadas e pontes que difícultam se orientar mesmo com um mapa nas mãos. Se perdeu? Siga o fluxo de turistas até um lugar mais conhecido e pergunte como chegar ao seu destino. Um mapa no bolso ajuda um pouco, mas achar o nome das ruas nele é como ganhar na loteria. Lembre-se que as melhores surpresas vem dos lugares mais inusitados. E Veneza é recheada deles.

Para atravessar o Canale Grande, a principal ponte chama-se Rialto. Para encontrá-la, é só seguir as placas pelas ruelinhas. A ponte Rialto liga o bairro de San Polo ao de San Marco onde, depois de atravessar as vielinhas do bairro, chega-se a surpreendente Piazza San Marco. O tamanho da praça de nada lembra as vielinhas que levam a ela. A gente chega espremidinho com um monte de turista com suas câmeras e de repente: pimba… Uma praça gigantesca! Ao redor da praça estão as principais atrações da cidade, ainda que eu considere como principal atração a própria cidade.

A Basílica de San Marco foi construída para guardar o corpo do santo. A entrada é gratuita mas se quiser dar uma espiadela no Pala d’Oro, um grande altar de ouro e pedras preciosas, vai ter que desenbolsar 2 euros. Vale um gelatto. Na frente está o Campanário, uma torre de quase 100m de altura de onde é possível admirar ainda mais a cidade. Também vale um gelatto.

Ao lado da Basílica, é possível visitar o Palazzo Ducale onde antigamente moravam os duques. Destaque para a Scala d’Oro - a escadaria de entrada recheada de ouro no teto - e a Sala del Maggior Consiglio - com uma pintura gigante de Tintoretto. No final da visita pelo palácio, todos passam pela Ponte dei Sospiri que conecta o palácio à prisão. Era a última visão de liberdade dos prisioneiros a caminho da masmorra.

Há ainda alguns bons museus espalhados pela cidade e talvez você consiga achá-los com um mapa. Mas o charme de Veneza só se conhece a pé mesmo. Pra esquentar, pare num boteco qualquer e peça um Spritz de Aperol, uma típica bebida colorida daqui de sabor adocicado e um pouco amargo. Se quiser provar uma bela massa, recomendo um jantar no Tre Spiedi. É fácil achar: passe a ponte Rialto de San Polo para San Marco e continue em frente até o final da rua. Vire à esquerda, passe os correios e atravesse a ponte. Continue reto, passe pela igreja de San Crisostomo, atravesse mais uma ponte e vire à direita na Salizzada San Cazian. Pronto. Dá pra chegar lá com até 5 Spritz na cabeça.

E pra completar nossa visita, fomos passear de gôndola. Elas estão espalhadas por toda cidade e pela bagatela de 80 euros (!!!) é possível dar uma volta de meia hora pelos canais - o que é suficiente, diga-se de passagem. De manhã é mais tranquilo navegar pela cidade, mas conforme vai caindo a tarde, forma-se um hilário congestionamento de gôndolas por todos os cantos. Aliás, respire fundo e tenha paciência porque a cidade é l-o-t-a-d-a de gente nessa época.

É hora de ir embora com aquela eterna vontade de ficar… vem comigo?

Respostas

Muito bom seu blog! As fotos são incríveis… qual a técnica para que não apareçam ou quase não apareçam pessoas nelas?

Parabéns e boa viagem!

É verdade! Pelas suas fotos até parece que Veneza não vive lotada de turistas! Todas estão lindas!

MUITÍSSIMO boa a matéria, completa e com fotos igualmente excelentes.

A primera foto recuerda as quadros do pintor Canaletto. Um bom trabalho e um prazer olhar o seu blog!

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