Terceira maior cidade da Polônia, a cidade de Cracóvia é parada obrigatória para conhecer o paraíso ou do inferno. Explico: a poucos quilômetros daqui fica Wadowice, cidade onde nasceu e se ordenou Karol Wojtyla, mais conhecido como Papa João Paulo II. A poucos quilômetros ao sul dali, a cidade de Oswiecim, mais conhecida como Auschwitz, o inferno onde Hitler condenou 2 milhões de pessoas à morte.

Mas a magia de Cracóvia não se resume a sua localização. A beleza da cidade e sua história é mais do que suficiente para uma visita por suas ruas repletas de acontecimentos. Comece a visita passando pelo único portão ainda de pé da muralha que protegia a cidade – chamado de Brama Florinanska e por onde os nobres adentravam a cidade – e desça até a praça central (Rynek Glowny) pela disputada rua Frorianska.

A grande praça central de Cracóvia serviu para os mais variados propósitos: de revoltas populares e execuções públicas a pronunciamento de reis e visitas do Papa.

E lá vai um pouco mais de história: reza a lenda que ali, na Bazylika Mariacka (Basílica de Santa Maria) o encarregado de plantão subiu até o alto da torre mais alta (repare que elas são desiguais!) e começou a tocar seu trompete ao perceber que invasores tártaros se aproximavam da cidade. Foi morto com uma flechada mas seu ato heróico é lembrado até hoje, de hora em hora, com um maravilhoso toque de trompete que ecoa da torre mais alta. Emocionante! Visite o interior da Basílica para ver o impressionante altar que levou 12 anos para ser feito.

Ao sul da praça, descendo pela Grodska e subindo a ladeira, fica o complexo Wawel, trono dos reis da Polônia. É possível visitar a catedral e suas tumbas, o palácio com seus tesouros e a caverna de um suposto dragão. Sinceramente, a vista do rio ao entardecer é mais valiosa.

Perto dali, o bairro judeu de Kazimierz e suas sinagogas contam a história de um povo que quase não existe mais por ali. Em tempos passados, o bairro foi reduto de uma próspera comunidade judaica que foi forçada a atravessar o rio e confinada no bairro de Podgórze. Um pedaço do muro – perceba sua forma de caixões na vertical – construído para isolar a comunidade ainda pode ser encontrada como homenagem aos que por ali viveram. Triste.

Mas como história não enche barriga, pare num dos muitos restaurantes espalhados pela cidade e prove um típico pierogi (um tipo de ravioli) recheado a seu gosto. Ou encare um curioso milk-bar polonês onde você escolhe, pede e busca a comida direto no balcão. Não deixe de provar os sucos caseiros.

Se tiver um tempo sobrando ou quiser encarar um programa duvidoso, vá até as minas de sal em Wieliczka e faça um tour guiado que dura umas 2 horas. É interessante no começo mas vai perdendo a graça ao longo das repetidas salas e esculturas de sal.

Essa é Cracóvia. Cheia de histórias, intrigas, turistas e contradições. Mas acima de tudo, adorável.
Muito bom relato e muito boas as fotos… nunca pensei em visitar a Cracóvia mas confesso que fiquei morrendo de vontade… ainda mais com a fotinho dessa massa apetitosa!
Beijos
Por: Patricia Belotti em 4 Agosto, 2008
às 5:55 pm
Mto legal seu blog!!
Gostaria de saber se vc encontrou problemas com idioma na Polonia? Dá pra se virar c/ ingles por lá?
abracos
Por: Sabrina em 21 Agosto, 2008
às 9:45 pm
Sabrina,
Com um pouco de “inglês-meio-indígena” e mímica você pode ir a qualquer lugar do mundo.
A Cracóvia é bem turística e quase todo mundo arranha o inglês.
Abraços…
Por: Breno B em 22 Agosto, 2008
às 12:00 pm
GOSTARIA DE SABER QUAL A EMPRESA DE TREM QUE PODERIA FAZER O TRECHO ENTRE CRACÓVIA E ZABREG.
GRATA
CRISTINA
Por: CRISTINA em 1 Setembro, 2008
às 12:20 pm
Cristina,
Se não me engano, não existe trem direto. Tem que fazer algumas baldeações.
Para planejar o etinerário, entre nesse site: http://bahn.hafas.de/bin/query.exe/en
Atenciosamente,
Breno B.
Por: Breno B em 1 Setembro, 2008
às 2:57 pm
Muito legal seu relato…tenho vontade de ir à Cracóvia para conhecer onde foi o campo de concentração em Auschiwtiz…vc pode me ajudar com isso? Existe empresas turísticas que fazem isso?
Por: Fernando em 8 Novembro, 2009
às 12:16 pm
Fernando,
Eu tenho um post somente sobre Auschiwitz e Birkenau aqui no blog. Dá uma procurada que tem como sair da Cracóvia por ônibus de linha ou fretado.
Abraços
Por: Breno B em 8 Novembro, 2009
às 2:26 pm