Publicado por: Breno B | 8 maio, 2007

Domingão sem Faustão

Continuando com a minha vida dura de mergulhador pós Ilha Grande, resolvi investir mais do meu tempo livre em prol dos peixinhos carentes e tartarugas solitárias, que ficam ali parados esperando para serem fotografados. Mas como a minha habilidade aquática não me permitia fazer duas coisas ao mesmo tempo, respirar e fotografar, decidi que tinha que fazer um curso avançado para aumentar minha confiança. E lá fui eu de novo pra sala de aula.

Depois de assistir as aulas durante o sábado inteirinho, foi preciso ainda umas 3 horas de piscina para tudo em prática. Fiz os cálculos de consumo de ar, os exercícios de flutuabilidade, estiquei uma carretilha pra lá e pra cá e pronto. Pronto? Que nada. Fui pra casa dormir porque no outro dia cedinho, domingo, tinha um bate-volta pra Santos para fazer o meu primeiro mergulho profundo como parte da certificação do curso.

Confesso com toda a minha ignorância que, quando me contaram sobre o mergulho na tal Laje de Santos, logo veio à minha mente as pessoas chafurdando no meio do esgoto, ao lado do emissário submarino vendo botas, pneus e garrafas pet boiando. Mas já foram logo me avisando que a Laje fica a 50Km da costa, a 1:30h de barco. Menos mal.

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Às 7:30h da manhã eu já estava em São Vicente, pronto para embarcar rumo à Laje. O mais interessante é que, devido à distância da costa e às ondulações, nem sempre os barcos seguem viagem. Às vezes a única saída é que subir de volta a serra e assistir Domingão do Faustão.

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A viagem, em meio aos navios ancorados, é tranqüila. A Laje de Santos é uma grande pedra em forma de baleia no meio do nada, recheada de pássaros que, de tanto cagar em cima da coitada, parece que alguém jogou uma tonelada de açúcar de confeiteiro. Mas a beleza fica mesmo debaixo d’ água. Logo na chegada foi possível ver claramente as pedras a uns 15 metros de profundidade.

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E lá fomos nós pros 30 metros de profundidade. Estica a carretilha, volta com a carretilha. Faz uma tabuada para ver se o cérebro ainda funciona debaixo d’ água. Pra distrair o pessoal da carretilha e da tabuada, apenas dezenas de âncoras velhas até onde a vista alcançava. Por esse motivo, o lugar é conhecido com Parcel das Âncoras, deixadas ali por barcos que não conseguiam recolhê-las devido a um enrosco.

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No segundo mergulho fui liberado para levar minha câmera e registrar os impacientes peixinhos carentes. Fomos até um naufrágio, na outra ponta da Laje, a uns 20 metros de profundidade. Um barco pesqueiro foi afundado ali propositalmente para que servisse de lar para os peixes desabrigados e diversão para nós mergulhadores.

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E assim se foi o meu domingo. Sol, mar, peixinhos coloridos e bem longe do Faustão.

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Responses

  1. ¡Qué fotos más espectaculares!.
    ¿30 metros de profundidad? É muito!!!
    Parabéns.


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