Publicado por: Breno B | 8 abril, 2008

Angra dos Reis

Depois de curtir umas férias em terras espanholas no litoral baiano, dessa vez acabei me rendendo aos colonizadores portugueses aqui no Brasil. Não, eu não voltei no tempo. Fui logo ali, voando, me hospedar no Hotel Pestana em Angra dos Reis. No lugar de caravelas, hiper-mega-turbo iates. Em vez do Monte Pascoal, uma encosta de mata atlântica recheada de bangalôs. E lá estava eu, índio brasileiro, no meio dos simpáticos portugueses branquelos que são maioria num hotel cinco estrelas, exclusivo e delicioso.

São apenas 27 bangalôs que se integram perfeitamente à vegetação abundante. Descendo morro abaixo, uma praia particular com águas translúcidas e conchinhas na areia. Nesse cenário de filme, até as espreguiçadeiras de plástico branco têm lá seu charme. Ondas? Só quando as caravelas passam em busca de outras para uma confraternização em alto mar. Antes da descida para a praia, um restaurante suspenso que se estende até a piscina – como se precisasse de piscina por aqui – e bifurca logo depois do bar numa passarela que leva ao píer. Tudo parece inexplicavelmente harmonioso visto que o hotel fica numa encosta íngreme.

O café da manhã à la carte é um convite para não sair da mesa tão cedo. Sem essa de sair correndo e espalhar seus pertences pelas espreguiçadeiras às seis da manhã pra garantir um naco de sombra na piscina. Isso a gente deixa pros resortões espanhóis. Aqui a praia dos portugueses espera por você, com pergolados de madeira na areia e em cima das pedras.

Mas saiba que pra conhecer Angra de verdade só se aventurando pelo mar. Por isso, alugamos uma lancha e fomos navegar por águas desconhecidas. Uma passada pela famosa Igreja da Piedade e paramos logo à frente pra dar um mergulho. Dali, rumamos até a super-mega-infestada Praia do Dentista. Pela foto dá pra ver a quantidade de barcos que estavam ancorados ali. Simplesmente não havia mais lugar para gente parar! O mais curioso é que todo mundo fica embarcado e quase ninguém fica na areia. E por mais que o mar estivesse calmo, ficar ao balanço das ondas não é minha praia.

Nosso experiente barqueiro, diante da situação, continuou costeando a ilha por mais alguns metros até a deserta Praia Pequena. Confesso que nunca tinha visto aquela cor de água: verde turquesa transparente. Bem diferente da azul piscina de Los Roques. Reza a lenda que ali é a praia preferida dos casais em lua-de-mel, pois além de reservada, possui uma grande e estratégica pedra no cantinho que serve para os mais variados propósitos. Daí o apelido de Praia dos Amores.

Na volta paramos para almoçar no restaurante Canto das Canoas. A primeira vista o local parece mais uma daquelas paradas de escunas entulhada de bêbados e com o som nas alturas. E na verdade é. Mas a organização e o atendimento são ótimos, a comida é boa e os preços são justos. Uma porção de lula a dorê e alguma(s) cerveja(s) gelada(s) de entrada, uma caldeirada de frutos do mar e mais alguma(s) cerveja(s) gelada(s). Depois de tudo isso, entrei em modo “stand by” e voltamos pro hotel pra digerir tudo o mais rápido possível para o jantar.

O jantar servido no restaurante do hotel tem um menu diferente a cada dia. É só escolher a entrada, o prato principal e a sobremesa e deixar o resto com o chef. Pode confiar que o chef é ótimo. O único inconveniente é o cheiro de maresia que fica pelo ar quando a maré está super baixa por conta das luas cheias. Como o deck é construído em cima da praia, às vezes parecia que alguém estava com sérios problemas estomacais!

No domingo saímos de lancha com destino ao Porto do Frade, lugar que abriga uma mistura de condomínio fechado com hotel onde os ricaços desfilam com seus iates pra cima e pra baixo. Aqui você não estaciona, aporta: as casas são acessadas de barco através de canais artificiais que serpenteiam o condomínio. Descemos no Chez Dominique para um almoço. Pra ir direto ao ponto, a vista do canal vale mais do que os pratos nem tão franceses do bistrô. Particularmente, acho que a combinação de prato francês e servido em porções do tipo alemã é a receita ideal para o fracasso. Fique com as entradas e com a vista do canal.

De volta ao meu aconchegante abrigo português, é hora de arrumar as malas e subir a serra. Uma pena…


Responses

  1. BONITAS fotos!!!
    Angra do Reis parece um lugar pra sentir-se com um verdadeiro rei. O lugar é muito charmoso.

    A Igreja da Piedade é linda e a localização perfecta para as fotos!. Ademais a Praia dos Amores é um amor da praia!!!.
    Boa dica, Breno.

  2. Lindas as fotos, surpreendentes…
    dá vontade de ir correndo pra lá…

  3. Oi, Breno!
    Só uma pergunta: você fechou diretamente com o hotel ou fez através de agência?

  4. Emília,

    Fechei com a JADTur – (11) 4591-2800 com Gláucia.

    Ou visite o site: http://www.jadtur.com.br

    Abraços

  5. […] Beach Resort De bangalô pra bangalô super-bangalô. Deixamos São Paulo rumo à Recife num desses corujões da TAM. Devo […]

  6. Obrigada, Breno!

  7. Dificel ver fotos tão bonitas que resumam a beleza do lugar em outros sites!
    Vocês arrebentaram! Parabéns!
    Edvanderson.
    http://www.litoralcostaverde.com

  8. […] uma ilhota e uma praia privativa com os bangalôs na encosta. A primeira vista, me lembrou muito o Pestana Angra dos Reis. Mas as semelhanças acabaram por aí. Todo o resto, incluindo o atendimento exclusivíssimo do […]

  9. Gostei das fotos, preciso encaixar Angra na agenda de 2011. Parabén pelo trabalho.


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