Publicado por: Breno B | 13 setembro, 2010

Kenoa Exclusive Beach Spa & Resort

Esse post começa há um ano atrás, quando resolvi fazer uma viagem supresa para minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Só contei que o destino seria Buenos Aires alguns dias antes para que ela tivesse tempo de arrumar as malas. O troco veio no começo desse ano com uma viagem supresa para Ponta dos Ganchos, no aniversário dela, com direito a chegada de helicóptero e tudo mais.

Hora da tréplica: organizei toda a viagem do meu aniversário e consegui manter o segredo até chegar ao hotel. Como eu consegui? Segredo…

Segredos à parte e 40 minutos depois de aterrisar, finalmente chegamos ao Kenoa Exclusive Beach Spa & Resort. Nome grande e pretencioso que combina com a proposta de ser um hotel ecochic e aconchegante. Ainda que possua poucos quartos se comparados aos resortões all-inclusive que a grande maioria de nós conhece, é do tamanho ideal para fazer jus ao “Exclusive” do nome. Portanto, esqueça o constante vai-e-vem de monitores tentando empurrar os hóspedes na piscina para uma partida de pólo aquático ou uma aula de hidroginástica ao som de axé. Aqui só se ouve lounge music e o som das ondas do mar.

Escolhi nos hospedar no Kenoa Villa, a única suíte mega-master-hiper-turbo do hotel com piscina privativa, ofurô, tvs de plasma, privada com vista para o jardim(!), chuveiro com vista para o mar e uma Nespresso particular. Mas o ponto alto da suíte é algo que ninguém compra. São inacreditáveis 60db – sim, eu medi com meu iPhone – de som das ondas do mar quebrando durante 24h por dia. Por esse motivo, não espere encarar um mar muito calmo nessa parte da praia. Invista numa caminhada até uma parte menos perigosa ou descanse na piscina mesmo. Ela é tão perto da areia que dá quase na mesma…

No Kenoa, os elementos mais distantes se encaixam em uma harmonia única que dificilmente se acha em outro lugar. E a linearidade em volta do tema é mantida nos mínimos detalhes graças aos olhos atentos do dono português, Pedro, que fez um belíssimo trabalho de pesquisa e fusão de objetos e estilos. De pias balinesas aos uniformes dos funcionários – que parecem sair das paredes – o hotel é um prato cheio pra quem gosta de decoração contemporânea e não abre mão do aconchego.

Até os funcionários são devidamente trajados com cores neutras que, curiosamente, parecem sair das paredes. Apesar de não se fazer notar, ao menor indicio de que a cerveja para acabar, alguém aparece. Quer coisa melhor? O curioso é que eles achavam que estávamos em lua-de-mel e nos davam os parabéns pelo casamento. Ok, estávamos tecnicamente de lua-de-mel sem as crianças e num hotel como esse, mas o casamento foi há 9 anos atrás.

Já meu aniversário foi comemorado com um bolo especial e parabéns coletivo com a participação de todos os hóspedes e funcionários do restaurante. 32 anos e eu ainda tenho vergonha quando cantam parabéns. Mas adoro em segredo, apesar de ter ficado mais vermelho do que os morangos do bolo…

Na cozinha a proposta multi étnica do local se traduz em sabores, quando pratos tipicamente brasileiros são preparados à perfeição em cataplanas portuguesas. Uma carta de vinhos respeitável e um jovem sommelier apaixonado pela profissão transformam jantares em momentos inesquecíveis. Experimente o cordeiro na cataplana na companhia de um belo vinho – deixe a escolha a cargo do Iran – e você verá que eu não estou exagerando nem um pouco.

Depois de cansativos dois dias de ócio, foi necessário uma passadinha no Spa para um Shiatsu seguido de um escalda pés relaxante. Os mais aventureiros podem optar por uma massagem Ayurvédica, sauna, um banho de ofurô ou um circuito completo de renovação. Tem pra todos os gostos. E bolsos.

Saiba que toda esse luxo, glamour, poder e glória tem seu preço. O Kenoa Villa foi com certeza a suíte mais deslumbrante que já me hospedei até hoje. A mais cara também dentro do Brasil. Existem outras opções de quartos menores e mais em conta onde as ondas quebram tão alto quanto. Mesmo com o limite do cheque especial estourando, ainda vale a pena cacifar um day use na passagem por Maceió ou se esbaldar no restaurante que também atende o público externo assim como o Spa. Como você pode ver, pelo menos uma passadinha por lá é obrigatória.

Recomendadíssimo se você procura um lugar para relaxar com estilo e serviço de primeira. Com certeza o Kenoa estaria na minha lista de resorts TOP 5 atualizada.

Vem comigo…

Publicado por: Breno B | 13 julho, 2010

Top 5 Resorts Brasileiros

Fazer uma lista com os Top 5 Resorts brasileiros, é como discutir futebol ou política: nunca chegaremos a um consenso. Mesmo assim, por algum motivo desconhecido, (burrice talvez) resolvi jogar lenha na fogueira e publicar a minha lista.

Antes de mais nada, minha lista só inclui os resorts que eu tive o prazer de me hospedar. Alguns deles talvez não sejam considerados como resort, mas na minha percepção, eles acabam se encaixando na mesma categoria.

Esqueçam o preço da diária e os inclusives. Vamos à eles:

1⁰ – Ponta dos Ganchos Exclusive Resort

Nada de “all inclusive”. Aqui a palavra da vez é “Exclusive”, levada às máximas consequencias que isso pode representar em termos de serviço e atenção. A proatividade dos funcionários é espantosa. De quebra você leva um mega bangalô com vista infinita para o mar azul, sauna, banheira no deck, máquina de café expresso, snacks orgânicos etc.

Agito não existe. Nada além de paz de dia e amor de noite. E vice-versa, tudo junto e misturado. O clima é de lua-de-mel, com todo mundo andando acompanhado e curtindo cada segundo de ócio.

O Ponta dos Ganchos merece o topo da lista por unir uma estrutura completa de um resort a um serviço impecável.

PS: Ócio e gula não são pecados por aqui…

Mais sobre Ponta dos Ganchos no post >>

2⁰ – Nannai Beach Resort

Imagine acordar de manhã no seu bangalô e ter à disposição uma linda piscina particular. Depois tomar café ao som de conchinhas farfalhando ao vento e vista panorâmica do mar. Mas nem tudo são flores. E algumas as decisões importantes emergem da alma: voltar para a piscina particular do seu bangalô ou ficar deitado no gazebo em frente ao mar?

É vivendo nesse dilema que o Nannai me conquistou.

Espere encontrar muitos casais em lua-de-mel tomando um delicioso caldinho com ovo de codorna na beira da piscina.

PS: Deixe as crianças, o carro, o ipad, ipod, iphone e as preocupações em casa.

Mais sobre o Nannai Beach Resort no post >>

3⁰ – Club Med Trancoso

Reza a lenda que após um grande incêndio, o Club Med Trancoso quase foi fechado. Graças a Deus (ou a algum santo empresário) esse não foi o fim do hotel, que fica estrategicamente posicionado sobre uma enorme falésia. Basta uma visitinha à praia e as calorias do café da manhã serão instantaneamente vaporizadas pelas centenas de degraus para chegar e voltar de lá (tem uma van do hotel para os super-preguiçosos também).

Ainda que mais animado do que o Nannai, o Club Med respeita a (falta de) vontade dos hóspedes de levantar da beira daquela bela piscina pra fazer qualquer coisa mais perigosa. Como se exercitar, por exemplo. Portanto não conte sempre com aquele vôlei de praia mal jogado ou o pólo aquático com marmanjos de touca se arranhando. No máximo uma hidroginástica caso tenha mais que 3 pessoas dentro da piscina.

Aproveite as interessantes noites temáticas com boa comida e danças típicas. Tem também apresentações noturnas de teatro e uma discoteca que varia a vibe de acordo com o perfil dos hóspedes.

PS: Se você nunca esteve em um Club Med, saiba de antemão que os funcionários (também conhecidos como G.Os = Gentis Organizadores) são instruídos a ter uma liberdade maior no contato com os hóspedes. O que ao meu ver é ótimo, principalmente se você estiver sozinho por lá. Mas pode ser que algumas pessoas achem esse comportamento um tanto estranho. Carpe Diem.

PS1: Apesar do nome, o Club Med não fica exatamente em Trancoso. Para chegar no famoso Quadrado, leva alguns minutos de carro. Se quiser ainda menos agito, continue ao sul até a Praia do Espelho. Se quiser mais agito, rume ao norte até Arraial D’Ajuda ou se jogue de vez em Porto Seguro.

4⁰ – Hotel Transamérica Comandatuba

Aqui não tem erro. Do recém-nascido à sogra que adora se entupir de acarajés com água de coco, o Transamérica Comandatuba consegue agradar a todos. Consegue atirar para todos os lados e acertar em cheio!

A pista de pouso é do lado do hotel, bastando atravessar o rio de balsa. Mas como o hotel é grande, a caminhada do quarto até a piscina pode virar uma meia maratona (exagerando um pouco, claro). Portanto use e abuse dos trenzinhos que circulam pelas áreas remotas do hotel para se deslocar.

Comida boa e diversão pra todo mundo. Tem um dos melhores serviços de baby sitter dos resorts que já fiquei.

PS: Traga as crianças

5⁰ – Tivoli Ecoresort Praia do Forte

A “vibe” de antigamente se foi e deu lugar ao glamour. O hotel conta agora com um belo Spa e uma piscina com um visual deslumbrante, quase em cima da areia. O atendimento continua de primeira e a estrutura agrada aos mais exigentes.

Tem um belo clube para as crianças, ideal para os pais que precisam de férias. Espere encontrar macaquinhos, lagartos, gambás, tartarugas e todos os bichos que habitam o local onde você é tão somente um visitante. A diária não é das mais baratas mas vale cada centavo.

PS: alguém avisa lá que a Dança da Tartaruga já venceu?

Mais sobre o Tivoli Ecoresort Praia do Forte no post >>

Pela lista dá pra perceber o meu ideal de resort, né? Mas e o seu Top 5? Deixe um comentário nos dizendo qual seria sua lista.

Da próxima, vem comigo…

Publicado por: Breno B | 5 maio, 2010

Il Campanário & Jurerê Internacional

Pessoas… perdi todas as fotos do hotel que estavam na minha máquina! Sobrou as fotos da molecada na máquina da Carol. Se alguém poder “doar” algumas para ilustrar o post, ficarei eternamente agradecido…

Ferraris e Porsches conversíveis desfilam pela rua enquanto Veuve Clicquots incrustadas em baldes de gelo correm soltas pelos bares à beira da praia. A música eletrônica embala homens e mulheres que parecem brotar de algum lugar secreto onde todo mundo é bonito, rico e sem barriga. A tarde vai caindo e as mesas viram palco. Quando tudo parece estar na mais perfeita sintonia, eis que chega meia-noite e tudo acaba. O som é desligado e todo mundo vaza do paraíso. Mas graças à união dos Deuses do luxo, do glamour, do poder e da glória a noite de Floripa continua nas boates e se estende até o sol raiar.

Essa é a vida agitada da famosa Jurerê Internacional. Um lugar escolhido a dedo pelos mais abastados para passar as férias e curtir o que a vida ($$$) pode lhes proporcionar – sem aquele velho medo de esbanjar e despertar a cobiça alheia. Nós, pobres mortais, tivemos que quebrar o porquinho de moedas para enfim juntar a família toda para passar o carnaval por lá, no Il Campanário Villaggio Resort.

Já vou avisando: se você acha que toda vez que chegar num resort vai ser saudado por baianas com colares e cocos gelados na mão, está na hora de rever seus conceitos. Mas não fique triste pois apesar da recepção ser mais “cool”, o tratamento dispensado aos hóspedes dá um banho na maioria dos resorts Brasil afora (ouviu resortões?). E os apartamentos também. Muito bem decorados, planejados e espaçosos, com lugar para uma pequena cozinha de grande valor nas manhãs “pós-baladas”.

O que diferencia o Il Campanário de outros resorts que eu estive não é necessariamente o seu tamanho ou a construção inspirada na Riviera Italiana (de gosto discutível, convenhamos). Nem pela estrutura pois apesar de pequeno para os padrões, não falta nada: são três piscinas aquecidas (sendo uma delas coberta), sala de musculação, brinquedoteca, sala de jogos e até um Espaço Gourmet para quem quiser dar uma de chef e impressionar os amigos. O mais legal no hotel é a integração e o respeito que rola entre diferentes tipos de hóspedes que passam por ali.

Explico: de manhã, quando nós saíamos do quarto para o café-da-manhã, sempre encontrávamos um pessoal chegando das baladas. Apesar dos copos de whisky nas mãos e os óculos escuros denunciarem que a farra ainda rolava solta em um dos quartos, não éramos incomodados por ninguém. impressionante! E olha que com trigêmeos circulando, normalmente somos parados a cada 3 passos por pessoas sem nem um pingo de álcool no sangue.

De tarde, quando voltávamos da praia, o pessoal da balada estava acordando e descendo pra uma das piscinas. Sempre tinha um DJ tocando – sabiamente, ele não extrapolava na altura do som. Mas nada de axé, rebolation, brega… aqui só toca chillout! E ali mesmo na piscina todos acabavam se conhecendo, independente dos objetivos de se hospedar no hotel e com muito respeito ao espaço dos outros. Pessoalmente, torço para que essa integração não tenha seja um fato isolado ou restrito ao carnaval. Todas as características do lugar e o nível cultural dos hóspedes contribuem muito para manter essa “vibe” que eu achava impossível presenciar.

E de noite, enquanto tomávamos nossa saideira no bar do hotel antes de cair na cama, o pessoal se reunia no saguão para o esquenta de mais uma noite pelas boates. Mas, como ninguém é de ferro, reservamos a terça – único dia do feriado onde os bares de praia viram a noite – para se jogar no Taikô. Ainda bem o hotel arranjou os convites, já que não é nada legal pagar R$650,00 para entrar. Lá estavam as pessoas bonitas vindas do lugar secreto, misturadas a artistas de TV e aos baladeiros do hotel. E quem liga pra samba no carnaval quando tem bebida de graça, um bom DJ e gente bonita? Eu não…

Voltando a falar do hotel, o que decepciona é não ser pé-na-areia como a maioria dos resorts nordestinos. Uma futura expansão em um grande terreno à frente do hotel ainda deixa a praia a um quarteirão de distância. Nada de mais também visto que fama de Jurerê Internacional não está necessariamente na sua estreita faixa de areia ou na baixa temperatura do mar. E sim no conjunto da obra.

Mesmo sendo uma praia top, Jurerê Internacional abriga todas as classes e raças. Dá pra curtir tudo isso sem gastar muito caso você se hospede numa casa mais afastada da praia ou em outra praia menos badalada. Mas se você pensa em passar por aqui e viver intensamente o clima de Jurerê, venha com mais limite no cartão e caia na gandaia. Eu recomendo e volto.

Publicado por: Breno B | 29 abril, 2010

Ponta dos Ganchos Exclusive Resort

Ano passado, prometi que organizaria uma viagem no meu aniversário para algum lugar que só seria revelado na véspera da partida. Dito e feito. Acabei optando por passar uns dias no Faena, em Buenos Aires, e cuidei para que tudo se mantivesse em absoluto sigilo.

Final de fevereiro. Hora do troco. A viagem de aniversário da Carol foi organizada por ela mesma, também em sigilo. Fez as malas, assumiu o volante do carro e lá fomos nós… sem eu saber pra onde. Chegamos no Aeroporto de Campinas e a atendeste da TAM perguntou: “qual o destino?”. Com a resposta, achei que tinha descoberto todo o plano. Vai lendo…

Uma hora depois, descemos em Floripa. No desembarque, um homem segurava um papel com nossos nomes. Pensei: “mais uma horinha de van e pronto”. Dez passos depois, o cara me vira à esquerda e entra numa portinha. Como assim? Por fim, fomos levados a um hangar onde um helicóptero nos esperava. Como diria Zagallo: “Aí sim fomos surpreendidos novamente”. Mais 15 minutos por cima da baía de Florianópolis e pousamos no Ponta dos Ganchos Resort.

O lugar é simplesmente lindo, tanto de cima como de baixo. Mar azul e calmo, ilhota e praia privativas com os bangalôs na encosta. A primeira vista, me lembrou muito o Pestana Angra dos Reis. Mas as semelhanças acabaram por aí. Todo o resto, incluindo o atendimento exclusivíssimo do resort, era algo que nunca tinha imaginado existir por aqui.

Aqui vale uma pausa: sou fã confesso desse tipo de resort. E sempre achei que tinha atingido o nirvana quando me hospedei num bangalô do Nannai anos atrás. Apesar de não ter minha piscininha privativa (tive que me virar com a banheira de hidromassagem com vista pro mar), o Ponta dos Ganchos me fez enxergar o quanto faz diferença um bom serviço para os hóspedes que beira a perfeição. Ok, a gente poderia ter ficado nos bangalôs da Vila Esmeralda. Mas daí eu não estaria com essa vontade louca de voltar só pra me hospedar neles e ter minha “private pool”. Chique né?

Nosso bangalô (o número 6) era muito bem localizado. Ficava no começo da trilha que descia o morro em direção à praia. Por dentro, tudo aquilo que se espera de um bangalô num resort desse nível. E mais um pouco: sauna à vapor, 2 TVs de plasma, lareira, banheira de hidromassagem no deck, snacks orgânicos e uma máquina Nespresso na faixa – muito necessária em luas-de-mel. E tem a bucólica vista do mar, que é de graça também.

Pra começar bem o dia, um café no esquema “menu degustação” com uma vista para a linda praia de Ganchos de Fora, onde o ritmo de vida é ditado pelo lento crescimento das ostras nas fazendas. Depois do café, é só rolar trilha abaixo até a praia, se esticar numa espreguiçadeira e deixar a digestão a cargo de Nsa. Sra. da Gula. Mas fique atento: a qualquer momento você poderá ser interrompido por alguém muito prestativo lhe servindo uma água aromatizada com folhas de hortelã ou toalhinhas refrescantes. Ô vida dura…

No almoço, incluso na diária, o menu do chefe varia diariamente. Todos os pratos são uma delícia e servidos do tamanho certo. Qualidade em detrimento à quantidade (ouviu all-inclusives?). Como fã de ostra, sempre pedíamos uma porção ao bafo pra começar – também muito necessária em luas-de-mel. Minha dica é sentar na varanda do andar de cima com vista para o mar e sentir a brisa marinha, tomando uma taça champanhe.

Não contente com toda essa exclusividade, reservamos um jantar na ilha, onde somente um casal por noite pode se dar ao luxo de ser o “casal exclusivo dos exclusivos”. Bem que a chuva e um vento desgraçado tentaram acabar com o clima romântico da noite, mas a grande quantidade de álcool ingerido só tornou as coisas mais divertidas. Isso sem falar nos pratos maravilhosos que não paravam de chegar. Vale cada centavo!

Ação de verdade, você só encontra na academia. Para os mais cansados (como eu), uma trilha que dá a volta por trás do resort já basta. Tem também uma boa piscina coberta e aquecida (legal para o inverno), sala de cinema, massagem à beira mar… essas coisas que só contribuíam para termos certeza de que não havia lugar melhor para passar um aniversário.

Tristeza mesmo só na hora de ir embora. Meu cartão que o diga. Afinal, toda essa exclusividade tem um preço. Mas se levarmos em conta o que é oferecido, eu acho justíssimo. E volto com certeza. De helicóptero né? Porque coisa boa a gente acostuma rápido.

Vem comigo?

Publicado por: Breno B | 27 outubro, 2009

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Vou começar esse post pelo começo. Parece redundante mas quando se trata de levar trigêmeos, a viagem começa bem antes do que você imagina…

Muita gente que passa por aqui e já viajou com um bebê de 6 meses sabe a quantidade de badulaques, penduricalhos e afins que uma criança demanda. Agora imaginem tudo isso multiplicado por 3! Quem não tem idéia do que é isso, eu explico: para uma semana, são necessárias 200 fraldas, 50 potinhos de papinha orgânica congelada (amassadas com garfo!), um rolo bem grande de algodão, 3 carrinhos de bebê, uns 20kg de roupinhas, um circo completo de brinquedos etc.

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A solução que nós encontramos foi despachar uma caixa (bem grande) pela transportadora dias antes da viagem. Deu tão certo que a partir de agora será protocolo despachar o máximo possível de coisas antes de viajar. Tudo despachado, lá fomos nós para o Tivoli Ecoresort Praia do Forte.

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Estive aqui no Ecoresort Praia do Forte há 7 anos atrás, quando ainda não fazia parte da rede Tivoli. Além da estrutura, muita coisa mudou. O agito dos monitores se foi e o resort agora está muito mais “família”. A única coisa que sobreviveu foi a tal Dança da Tartaruga que deve embalar a hidroginástica há uns 12 anos ininterruptos!

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O dia aqui começa por um belo café da manhã, com o equilibrio ideal entre qualidade e quantidade, coisa cada vez mais rara nos resortões brasileiros. Espere ter a companhia de macaquinhos famintos (roubaram meu pão!) e passarinhos atrevidos. Relaxe e saiba que é você quem está invadindo o espaço deles.

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Depois do café da manhã, existem algumas opções de difícil escolha para os hóspedes: fazer a digestão numa piscina ou fazer a digestão perto da praia. Não contente com essas duas opções, o hotel ainda propõe relaxar num lindo Spa.

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Basicamente funciona assim: a partir de R$60 você tem o direito de passar o dia por lá. O preço cai de acordo com o número de pessoas que vai com você (idade mínima de 16 anos), podendo chegar a R$30. Lá você encontra uma piscina aquecida exclusiva, jacuzzi com hidromassagem, saunas secas e úmidas, tanque de água quente e gelada, uma piscina de pedrinhas para massagear os pés e outros mimos interessantes. Pelo preço, vale a pena ficar por ali ao menos um dia inteiro. Na dúvida, peça uma visita guiada antes de embarcar.

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Para quem tem menos de 16 anos e para os pais que querem tirar uma folga, existe o Careta Careta, clubinho para as crianças onde os pais ou as babás contam com uma infra estrutura de primeira: piscinas, parquinhos, restaurante e monitores treinados para lidar com a molecada. Mais ou menos como um Spa infantil. Se você tem filhos, vai adorar o lugar tanto quanto eles.

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Voltando para a piscina, os monitores se encarregam daquela hidroginástica básica. Ideal para diminuir a culpa da gula desenfreada no café da manhã ou a hora ideal pra você tomar a primeira cerveja gelada do dia. Fora isso, não espere muita coisa. Do alongamento ao volei de praia, tudo parece fora de compasso com a tranquilidade dos hóspedes. O destaque fica para o visual deslumbrante da piscina que fica quase em cima da areia. Mas nada de agito…

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De tarde o barato é pegar um tuk-tuk a R$10 por viagem e ir até a vila. Dá pra ir a pé também, mas é muuuuuuito menos divertido. Muita coisa mudou desde que eu estive lá e agora está bem mais arrumadinha. Passeie despretensiosamente, tomando um sorvete de tapioca antes de voltar sacolejando pro hotel.

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O jantar segue a mesma linha do café da manhã. Boa comida e boa variedade. Logo depois rola sempre um show ou um teatro que eu mal pude acompanhar por conta do cansaço. Cuidar de trigêmeos é uma delícia, mas cansa bastante…

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Agora vem a parte ruim: você pode pegar um quarto que fica beeeeem longe da recepção. Para isso existem carrinhos elétricos que transportam os hóspedes. O problema é que eles não circulam a toda hora (como em Comandatuba) e você tem que ligar na recepção para requisitar um. De noite, esqueça… a má vontade deles é maior do que a sua preguiça de andar até seu quarto. Vá a pé para queimar as calorias do jantar.

Outro ponto negativo que eu não posso deixar passar é a falta de manutenção da piscina (aquela que a pontinha passa por cima a caminho do restaurante). Faltam azulejos na borda e no fundo. Eu acabei machucando o pé e um dos hóspedes levou 3 pontos por causa de um corte. Inadmissível para um resort desse padrão!

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Mas nada disso tira o brilho do hotel. Se antes o agito fazia a diferença por aqui, agora ele não faz falta nenhuma diante do clima mais glamouroso. Recomendo a todos os pais que queiram levar seus filhos e às pessoas que preferem um resort com um padrão mais elevado e menos agitado. Volto com certeza!

Vem comigo?

Publicado por: Breno B | 26 agosto, 2009

31 anos = Buenos Aires + (Faena Hotel)²

Cá estou eu de volta. Depois de um tempo longe do blog, finalmente consegui desligar o modo pai e reativar o modo viajante para comemorar meus 31 anos com classe. E lá fomos nós pra Buenos Aires, em meio à uma paranóia mundial brasileira de gripe suína, acabar com meu inferno astral.

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Um pequeno aviso aos viajantes antes de prosseguir: esse post é focado na minha curta experiência no Faena Hotel+Universe. Caso esteja procurando por um guia decente da cidade, pegue carona com meus amigos Destemperados ou com o “mais que temperado” Ricardo Freire. Vamos em frente…

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Já tínhamos adentrado o “mundo encantado de Philippe Starck” depois de uma noite no Rojo Tango na visita anterior. Dessa vez queríamos muito mais! Porém quando a diária de um hotel beira a insanidade e você é pai de trigêmeos… sabe como é né? Um pouquinho a mais já é suficiente…

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E a coisa começou a ficar boa já no check-in do hotel quando ganhamos um upgrade. Nem me dei o trabalho de saber se o motivo foi meu aniversário ou a ausência de hóspedes por causa da gripe. Até porque logo que abrimos a porta do quarto, o motivo pouco importou.

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São nada menos do que 85m² de puro luxo, glamour, poder e glória. Não consigo me lembrar de nenhum ponto negativo a destacar. Ah… lembrei: se você quiser dar aquela tuítada rápida pra fazer inveja para os amigos, vai gastar tão somente US$58… por dia!!! Como meu tempo ($) era curto, troquei o twitter pelo tango. Fora esse fato inexplicável para um hotel desse porte, a experiência é maravilhosa.

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Reservamos previamente um jantar no El Bistro, restaurante do próprio hotel decorado com curiosos unicórnios brancos de olhos vermelhos e mesas brancas, cadeiras, paredes, cortinas, sofás… brancos. Ao todo são 8 pratos, da entrada à sobremesa. Começa com azeitonas líquidas e espumas de batata. Passa por um haddock defumado com risoto, um capeletti de cordeiro, um recheio chiquetoso de empanada (sem a massa), e outras coisas mais que a tal Angélica Zapata me fez esquecer. Tudo ótimo…

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No sábado de manhã, já mais velho, partimos para um mega-turbo-desayuno no aconchegante El Mercado com direito a huevos revoltos e muffins de chocolate com recheio de doce-de-leite. Percebam a modéstia do café da manhã pelo tamanho da caneca de café com leite da Carol.

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Pra gastar as calorias fomos rolando andando sem rumo pelo Porto Madero, aproveitando a manhã de sol com aquele ventinho gelado típico por aqui. Curiosamente, até aquele momento, não ouvimos nenhum comentário sobre a gripe. Pegamos um táxi para conferir se os argentinos deixaram de lado as aglomerações nos bares e lojas de Palermo por conta disso. Ledo engano… lojas cheias por conta das liquidações de inverno e bares lotados.

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Minha sorte foi ter anotado num bloquinho (já que o acessar o bloguinho me custaria US$58) as dicas de Palermo dos Destemperados. Acabei indo parar no Cluny pra comer um salmãozinho light com purê de batatas e mariscos. Tudo no ponto certo, servido num ambiente agradável e com porções generosas. Recomendado!

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Mas meu aniversário não poderia estar completo sem assistir (de novo) o Rojo Tango. Da primeira vez, ficamos numa mesinha lá na geral, perto da porta de saída. Dessa vez, ficamos na cara do gol. Saiba que antes de começar o show, rola um belo jantar com vinho e espumante à vontade. Tudo isso por US$200, o que eu acho razoável pelo pacote todo.

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Na minha vaga percepção sobre shows de tango, acredito que o Rojo Tango consegue unir o melhor de dois mundos: um belo jantar e uma produção artística como os grandes shows de tango com um ambiente intimista das casas menores e mais antigas. Resumindo, é tipo um Señor Tango (sem cavalos e pirotecnia) com Bar Sur (sem ter que se apertar pra comer pizza fria). Imperdível.

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Ainda deu tempo para um último Jack Daniel’s no bar, chamado pomposamente de The Library Lounge, antes de desmaiar de vez na cama com a certeza de que foi o melhor 31⁰ aniversário da minha vida.

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– “E a gripe?”
– “Gripe? Que gripe?”

Vem comigo…😉

Publicado por: Breno B | 19 janeiro, 2009

Poucas viagens, muitas novidades!

A nós viajantes…

Ao contrário do que parece, informamos que esse blog não foi abandonado a sua própria sorte. Na verdade, desde que voltamos da Europa em agosto de 2008, não pudemos continuar viajando por um motivo (agora na verdade 3 motivos) pelo o qual nós vínhamos batalhando há algum tempo: filhos!

Por alguns anos, nosso planejamento familiar ficou em segundo plano por conta das viagens que fizemos. Mas após 4 maravilhosas viagens à Europa, decidimos que deveríamos rever nossas prioridades, dar uma pausa nas viagens e finalmente ter filhos.

Esperamos tanto por isso que vieram vários de uma só vez! Sabíamos das possibilidades e também desejávamos uma gravidez múltipla, o que acabou se confirmando. Portanto, esse ano, teremos 3 novos viajantes: Igor, Júlia e Caio.

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Por esses 3 bons motivos, não poderemos planejar antecipadamente as viagens como fazíamos nos anos anteriores. E, por conta da correria, ainda não postei sobre Sevilha e Madri, o que deve acontecer em breve.

Por fim gostaria de dizer que devo esse blog à minha revisora, conselheira, companheira, paciente, maravilhosa, chorona, brava, amorosa, risonha, guerreira e futura mãe dos nossos 3 filhos… esse blog também é seu Carol.

Um grande abraço a todos e boas viagens!

Breno & Carol + Igor + Júlia + Caio

Publicado por: Breno B | 8 setembro, 2008

Dublin

Mesmo no verão, o tímido sol pouco aparece aqui em Dublin, capital da Irlanda. Mas isso pouco importa. A diversão é garantida pelas ruas e dentro dos inúmeros pubs. É o que se espera de uma cidade que se orgulha da sua cerveja escura e do seu whisky suave. Quem sou eu pra ficar de fora?

Pra entrar no clima, me hospedei no coração do famoso bairro Temple Bar, bairro que mescla turistas e artistas por suas movimentadas ruas. É lá também que se concentram os pubs sempre cheios de vida e música, regados a muito chopp Guinness que literalmente não páram de sair das chopeiras.

Todo esse amor pela “coisa preta” – apelido carinhoso dado ao chopp Guinness – pode ser compreendido melhor no museu dedicado a ela, instalado numa antiga fábrica na cidade. Lá é possível conhecer todo o processo de fabricação e distribuição da cerveja pelo mundo, desde sua inauguração. É bem interessante, cheio de história e apresentado de um modo interativo. O melhor da visita fica guardado para o final lá em cima no Sky Bar, onde dá pra ver Dublin de todos os ângulos com um belo pint de Guinness gelada na mão. Esses irlandeses sabem das coisas…

Não menos importante no coração dos dublinenses, está o famoso whisky Jameson. Assim como a Guinness, ele também tem seu próprio museu. As visitas são sempre guiadas, o que não faz muito meu tipo. Mas não deixa de ser interessante e curioso conhecer como é feita a bebida que se gaba por ser triplamente destilada. O que isso quer dizer? Basicamente que o whisky é mais suave e leve, fazendo com que você beba mais e fique mais embriagado do que o normal. Tô dizendo que esses irlandeses sabem das coisas…

Mas se sua praia não é visitar todos os pubs da rua (de ambos os lados, claro!) Dublin ainda conta com museus, igrejas, escritores famosos, movimentadas ruas de compras e um belo rio para cambalear… digo, passear em suas margens.

Para saber mais sobre a cultura local não alcoólica, visite a St. Patrick’s Cathedral, igreja contruída ao estilo normando e símbolo da religiosidade irlandesa. Foi ali no belo jardim que São Patrício batizou os primeiros cristãos.

Um pouco mais de história pode ser encontrada na Trinity University que guarda os famosos Books of Kells – manuscritos religiosos ilustrados por monges na tradição gráfica celta. Não entrei porque a fila estava enoooooorme… mas os pubs estavam sem fila nenhuma!

Pouco vimos o sol brilhar em Dublin. Afinal ele é só um astro que aqui foi rebaixado a coadjuvante… daqueles que pouco fazem falta à diversão.

Publicado por: Breno B | 5 agosto, 2008

Auschwitz & Birkenau

Na pacata cidade de Oswiecim, distante 70km de Cracóvia, está a prova do que eu considero como o inferno na terra: Auschwitz e Birkenau (ou Auschwitz II). Aproximadamente 2 milhões (!!!) de pessoas morreram de forma desumana nos dois campos de concentração. Desses mortos, 90% eram judeus.

Na chegada, o clima pesado do local dá o tom da visita aos antigos barracões em Auschwitz, que agora abrigam museus organizados por diferentes países que tiveram seus cidadãos deportados e suas culturas sistematicamente destruídas.

No portão de entrada, a mentirosa frase Arbeit Macht Frei (O Trabalho Liberta) só faz aumentar a indignação dos visitantes com a crueldade nazista. O trabalho pesado durava em média 16h por dia. Muitos não resistiam à fome e ao frio e morriam no local. A cerca eletrificada em volta do campo dá medo até hoje.

Na sala 5 do bloco 4 está a sala que pra mim é a mais chocante de Auschwitz e traduz o absurdo do que foi o holocausto. Dentro da sala está uma enorme montanha de tranças de cabelo das mulheres mortas nas câmaras de gás. Depois de ensacados, os cabelos eram vendidos como matéria prima para fabricação de tecidos (!!!) ou serviam de enchimento para travesseiros e colchões dos presos. Inacreditável.

Se Auschwitz choca pelos seus museus, Birkenau choca pelo tamanho. Eram 300 barracas (na verdade estábulos) que podiam abrigar até 400 pessoas cada (!!!) em condições extremamente precárias. 

Do emblemático pórtico de entrada, o trilho segue até o monumento às vitimas. Ao lado do monumento fica o que sobrou das câmaras de gás, implodidas pelos alemães em fuga como tentativa de apagar as provas do que aconteceu ali. Em vão…

Os dois campos de concentração, que ainda hoje cheiram à morte, estão de pé na esperança de que a humanidade possa aprender com seus próprios erros. Pois saiba que nada nesse mundo justificaria o que ocorreu ali.

A visita não é prazerosa. Mas é repleta de história e mostra o caminho errado que nós não devemos nunca mais seguir.

Publicado por: Breno B | 27 julho, 2008

Cracóvia

Terceira maior cidade da Polônia, a cidade de Cracóvia é parada obrigatória para conhecer o paraíso ou do inferno. Explico: a poucos quilômetros daqui fica Wadowice, cidade onde nasceu e se ordenou Karol Wojtyla, mais conhecido como Papa João Paulo II. A poucos quilômetros ao sul dali, a cidade de Oswiecim, mais conhecida como Auschwitz, o inferno onde Hitler condenou 2 milhões de pessoas à morte.

Mas a magia de Cracóvia não se resume a sua localização. A beleza da cidade e sua história é mais do que suficiente para uma visita por suas ruas repletas de acontecimentos. Comece a visita passando pelo único portão ainda de pé da muralha que protegia a cidade – chamado de Brama Florinanska e por onde os nobres adentravam a cidade – e desça até a praça central (Rynek Glowny) pela disputada rua Frorianska.

A grande praça central de Cracóvia serviu para os mais variados propósitos: de revoltas populares e execuções públicas a pronunciamento de reis e visitas do Papa.

E lá vai um pouco mais de história: reza a lenda que ali, na Bazylika Mariacka (Basílica de Santa Maria) o encarregado de plantão subiu até o alto da torre mais alta (repare que elas são desiguais!) e começou a tocar seu trompete ao perceber que invasores tártaros se aproximavam da cidade. Foi morto com uma flechada mas seu ato heróico é lembrado até hoje, de hora em hora, com um maravilhoso toque de trompete que ecoa da torre mais alta. Emocionante! Visite o interior da Basílica para ver o impressionante altar que levou 12 anos para ser feito.

Ao sul da praça, descendo pela Grodska e subindo a ladeira, fica o complexo Wawel, trono dos reis da Polônia. É possível visitar a catedral e suas tumbas, o palácio com seus tesouros e a caverna de um suposto dragão. Sinceramente, a vista do rio ao entardecer é mais valiosa.

Perto dali, o bairro judeu de Kazimierz e suas sinagogas contam a história de um povo que quase não existe mais por ali. Em tempos passados, o bairro foi reduto de uma próspera comunidade judaica que foi forçada a atravessar o rio e confinada no bairro de Podgórze. Um pedaço do muro – perceba sua forma de caixões na vertical – construído para isolar a comunidade ainda pode ser encontrada como homenagem aos que por ali viveram. Triste.

Mas como história não enche barriga, pare num dos muitos restaurantes espalhados pela cidade e prove um típico pierogi (um tipo de ravioli) recheado a seu gosto. Ou encare um curioso milk-bar polonês onde você escolhe, pede e busca a comida direto no balcão. Não deixe de provar os sucos caseiros.

Se tiver um tempo sobrando ou quiser encarar um programa duvidoso, vá até as minas de sal em Wieliczka e faça um tour guiado que dura umas 2 horas. É interessante no começo mas vai perdendo a graça ao longo das repetidas salas e esculturas de sal.

Essa é Cracóvia. Cheia de histórias, intrigas, turistas e contradições. Mas acima de tudo, adorável.

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